domingo, 31 de janeiro de 2010
Num dia, você me olha tão cheia de encanto, simples e brilhante, cheia da mais pura magia, que faz até o poeta inalar poesia, convencendo-me de sua real presença, fazendo-me desacreditar na ciência. No outro, chega tão cheia de si, entronizada, tão longe, com um sorriso meio amarelo como quem diz: aqui não é meu lugar! Não sei se sorrio por seu esplendor, ou se choro por seu aparente desprezo. Então, hoje como pode não vir? Simplesmente não chegar, deixar-me à espera, vendo tudo escuro, tudo cinza, tudo morto. Vem, ó amada da escuridão, pelo menos me dá o desprazer de sentir-me desprezado, isso é melhor do que tua ausência. Não tarda, já amanhece, quero todo o tempo pra ti, mas não tenho o tempo todo.
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