E se quiséssemos continuar assim, inertes? Alguém ou alguma lei poderia interferir? Parados, aqui mesmo, sem mais experimentar das sensações, como se fossem inválidos os sentidos, como naquele sabado tarde, mas não à tarde, quando tudo era branco, branco vazio. Mas não vazio como preto, apenas branco vazio repleto de abstinência do algo que se foi. E nós nem sabíamos o que falar, como agora. Talvez nunca quiséssemos falar, ou nem pudéssemos. E talvez nem existisse um "nós" implícito, nem um "eu".
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