quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Era sempre a mesma areia, o mesmo mar e o mesmo céu. Quando estava acompanhada, era mais fácil sentir o ar penetrando nos pulmões, agora, sozinha, isso parecia uma sentença. Até quando era frio e havia aquele vento gelado bagunçando seus cabelos isso parecia bom. Hoje, mesmo em uma tarde quente, tentava reprimir o desejo de entrar no mar só para gastar seus intermináveis segundos à distinguir o barulho das ondas que lhe diziam coisas doces às quais não queria dar ouvidos das supostas pegadas que seu coração ansiava ouvir. Apesar disso, a areia continuava intacta atrás de si mesma, não havia ninguém, não viria ninguém. E ela continuaria a prender a respiração... Até que ficou farta, esfregou os olhos para tentar dissipar seus delírios, pegou a toalha que ainda estava molhada e foi tomar outro banho, mesmo que o último tivesse sido tomado há uns 15 minutos. Tinha decidido sair, tomar uma água de coco talvez, andar pela praia e tentar convencer o silêncio de seu terrível engano, mesmo não sendo essa a verdade.
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