
As nuvens passeavam no céu do mesmo modo que eu passeava por ali. Meus passos leves, descompromissados, inconscientes, não sabiam para onde ir. Até que fui perturbada por uma voz. Não era qualquer voz, era aquela voz! Atordoada, tentei localizá-la. Estava bem a frente, poucos metros adiante. A voz achou que eu não havia escutado, pronunciou-se novamente. Estremeci por completo e quase sem perceber, pus-me a caminhar na sua direção. A cada centímetro percorrido, novas sensações inundavam meu corpo. Sensações estranhas, sensações que faziam delirar, mesmo sem motivos aparentes. Até que cheguei ao meu destino. A voz disse-me meias palavras e deu um sorriso. Esperou resposta. Esperou. Esperou. Sorri. Troquei de sentido. A voz tinha olhos. Olhos que cegavam minha audição. Mas eu já não tinha visto aqueles olhos antes? Aqueles olhos superficiais, secos de ideias, repletos de promessas. Ah, eu já os conhecia, eles não mereciam os meus, não mereciam. Girei 180º, fiz uma manobra inusitada, sai correndo dali. Correndo para nunca mais voltar.
ain!eu amei,amei esse *-*
ResponderExcluirô coisa bela!
ResponderExcluir