terça-feira, 25 de maio de 2010

Aqueles olhos foram os mais intrigantes que já olhei, eram de uma calmaria tão hipnótica que eu seria capaz de mergulhar, mesmo tão rasos, e boiar na superfície sem hesitar.
Ah, e aqueles outros! Tão intensos e profundos que se batesse de frente com eles teria a impressão de que lhe teriam roubado os segredos mais obscuros da alma, se olhasse-os bem de perto, veria dois abismos imersos numa escuridão perturbadora, tomados por um mistério arrebatador.

E iria assim, capaz de mergulhar, revelar segredos, hipnotizado, arrebatado. Até que cruzasse na rua com um par de olhos mais surpreendente ainda!

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