domingo, 25 de abril de 2010

Ódio?

Odeio tudo e todos que me dominam, ou, na melhor das hipóteses, tentam dominar-me. Odeio os valores deturpados e maquiados aos quais acabamos por dar importância, odeio não poder me expressar, odeio as palavras certas não saírem. Odeio a passividade, o prazer no proibido, odeio a lágrima sucumbida. Odeio odiar-me, odeio suposições, odeio dúvidas, odeio confrontos, odeio a falta de caráter, odeio mutações, odeio tanto, tudo, tédio. Na verdade, não odeio nada, quero odiar, odeio o ódio também!

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