quarta-feira, 28 de abril de 2010
LUTO


Tem gente desmoronando
Tem mentes desesperando
Tem alguém ai?
Tá tudo indo pro água a baixo
Os que estavam no alto caem rápido
Mas eles estavam mesmo em baixo
O Brasil é nada igual
Tem gente passando mal
Tem alguém ai?
Chuvas, deslizamentos, mortes, luto, cidade maravilhosa (?), irresponsabilidade governamental, sistema educacional falho, desigualdade social. Palavras servem para mostrar tamanha indignação e luto diante dessa tragédia? DE LUTO PELA EDUCAÇÃO, POLÍTICA, CONDIÇÃO SOCIAL DO BRASIL.
Nostalgia de estimação
Saudade das paredes amarelas desbotadas, do cheio desagradável de mofo, da falta de ventilação e até da mesinha cinza do bibliotecário. Quero voltar a procurar os meus amados nas estantes estreitas e desorganizadas, quero de novo sequestrá-los, quero de volta minhas aulas roubadas pela leitura proibida e nunca desconfiada, quero de novo esconder "meus" livros dentro dos outros maiores e passar horas embalada em leituras prazerosas. E as minhas cúmplices e incentivadoras? Será que ainda estão com a mesma vontade? Será que ainda são inocentes como naqueles tempos de colégio? Que vontade de voltar no tempo, que vontade de reviver meus primeiros passos, meus risos tímidos. Que vontade de voltar a minha primeira paixão, minha primeira leitura, meu primeiro refúgio. Ah, eu quero respirar aqueles ares! Mas hoje, só respiro saudade!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Mais sensibilidade, por favor!
"Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas." Mateus 5:7
Encho-me de tristeza quando percebo o quanto estamos sendo insensíveis. E ando percebendo isso com muita frequência. Temos uma enorme capacidade de andar sem olhar para o próximo, achamos que nossas necessidades estão acima de tudo, passamos a viver por nossa própria conta, sem querer palpites, sem ouvir conselhos, sem buscar ajuda. Onde está o amor? E a misericórdia que nos é dada por Deus? Simplesmente não está. Caminhamos por caminhos alargados, não querendo passar pelo estreito, caminhamos sem olhar para o próximo, como se Deus já não tivesse olhado para nós, por nós. E levaremos isso até o dia em que nada mais poderemos fazer. Sensibilidade para com Deus, para com o próximo, para com tudo. Será que seremos capaz de nos tornamos pedras? Pedras que não sentem, não ouvem, não não abraçam, não veem. Simplesmente não reagem a ações que contrariam suas vontades, sonhos e desejos, nesse caso, desacreditando a própria Física.
domingo, 25 de abril de 2010
Ódio?
Odeio tudo e todos que me dominam, ou, na melhor das hipóteses, tentam dominar-me. Odeio os valores deturpados e maquiados aos quais acabamos por dar importância, odeio não poder me expressar, odeio as palavras certas não saírem. Odeio a passividade, o prazer no proibido, odeio a lágrima sucumbida. Odeio odiar-me, odeio suposições, odeio dúvidas, odeio confrontos, odeio a falta de caráter, odeio mutações, odeio tanto, tudo, tédio. Na verdade, não odeio nada, quero odiar, odeio o ódio também!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Apaixonei-me por uma voz que nunca ouvi, por um abraço que jamais senti, por palavras não ditas, por passos não dados, por olhares negados, por atitudes sonhadas, por cheiros desconhecidos, por ares estranhos, por notas desastradas, por pensamentos soltos, por uma imensidão alheia, um mundo novo, um mundo criado, um mundo fantasiado. Apaixonei-me, na verdade, por uma moça chamada distância.
Choveu
Você estava do outro lado da rua, como tem estado quase todos os dias. Estava perto, longe demais. Estava em um período intenso, extenso, composto. Fiquei parada, olhando, gastando alguns centésimos de segundos a procurar sorrateiramente os motivos de meu período simples curtíssimo e de minha oração sem sujeito, como aquela: "Choveu!", como quando nos perguntamos: "Quem choveu? Para quem choveu?", e não há respostas, simplesmente o sujeito não existe, simplesmente choveu.
Pequeno Manifesto
Não acho mais fotos pra os meus textos, então... pretendo começar já um curso de fotografia, "ganhar" uma maravilhosa câmera profissional e tornar-me uma esplêndida fotógrafa! Bem... enquanto isso não acontece, manifesto minha indignação por não achar fotos condizentes com meus pensamentos!
sábado, 17 de abril de 2010
Fui com Villa Lobos no trenzinho caipiraLá não tinha apólogo brasileiro sem véu de alegoria
Fui até às minas, à Minas Gerais
Fui à casa de Marília, perguntar por meu Dirceu
Mandei cartas chilenas, americanas, verde-amarelistas
Brinquei com Tiradentes, pobre conjurador
Voltei pelo sertão, vendo minha gente sofrer
Canudos extinguiu-se, Euclides foi o contador
Fui ali, fui além
Não sai aqui do meu Ceará
Da índia dos lábios de mel
Do povo da seca cruel
Fui até às minas, à Minas Gerais
Fui à casa de Marília, perguntar por meu Dirceu
Mandei cartas chilenas, americanas, verde-amarelistas
Brinquei com Tiradentes, pobre conjurador
Voltei pelo sertão, vendo minha gente sofrer
Canudos extinguiu-se, Euclides foi o contador
Fui ali, fui além
Não sai aqui do meu Ceará
Da índia dos lábios de mel
Do povo da seca cruel
domingo, 11 de abril de 2010
Bicicleta sem rodinhas

Como se quiséssemos nunca acreditar naquele Livro Sagrado que diz que tudo passa, vamos enchendo-nos de bobas esperanças e fantasiando nosso "para sempre" em cada passo. Vemos com olhos inocentes e infantis a vida, como se não fosse a mais descontínua de todas, os presentes, achamos que a ausência nunca cruzará os seus caminhos; as alegrias, achamos que a tristeza nunca vai bater a porta, a juventude, achamos que a velhice tardará ou até mesmo nem chegará; quanto à força, temos o hábito de não pensar em quando não houver mais ânimo; os amores, achamos que sempre vamos poder abraçá-los com todos os braços que pudermos, enquanto isso, o que resta são momentos de nostalgia, é a saudade que alimenta nossa alma, são as lágrimas e os sorrisos que nos arrebatam até o "para sempre" daquele certo momento. Enquanto ficamos nesse vai-e-vem, de idas e vindas, chegadas e partidas, achados e perdidos, olás e adeus, tem Alguém que lança sobre nós um olhar tão piedoso, como quem dissesse: Filho, aquieta-te, crê no meu amor que é eterno, e tudo mais conseguirás vencer. Aquele que é eterno, que é capaz de dar a vida por nós, olha-nos todos os dias e o que mais quer é nos colocar no colo e dizer o quanto somos crianças nos seus braços. Olha-nos com um olhar paterno de cuidado, como aquele pai que presencia as quedas do filho ao andar pela primeira vez numa bicicleta sem rodinhas.
Metade?
E digo que não, sou inteira.
Mas a metade da laranja, você sabe.
Ah, é...
E então, achou?
Você quer dizer que a laranja é uma metáfora para o amor?
Metáfora?! É, deve ser.
E digo que quero uma laraja inteira, como sou, e doce. Amor doce, doce Amor.
E sempre saem sem entender.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Meu verso livre
Quero demorar a abrir os olhos
Quero sorrir sem motivo algum
Quero segurar na mão
Deixar falar apenas o silêncio
Quero que a atmosfera fique leve,
que a gravidade não exista mais,
que tudo se complete.
Quero noistes sem sono
Quero pensamentos voando alto
Quero flores, quero o jardim inteiro!
Quero nuvens
Quero nada!
Quero uma imensidão
Quero um amor pra chamar de meu.
Quero sorrir sem motivo algum
Quero segurar na mão
Deixar falar apenas o silêncio
Quero que a atmosfera fique leve,
que a gravidade não exista mais,
que tudo se complete.
Quero noistes sem sono
Quero pensamentos voando alto
Quero flores, quero o jardim inteiro!
Quero nuvens
Quero nada!
Quero uma imensidão
Quero um amor pra chamar de meu.
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