segunda-feira, 12 de julho de 2010


Você se achega com algo quebrado nas mãos, pede-me que o conserte. Mas, não vê que eu não tenho ferramenta alguma?
Posso emprestar meus ombros, embora não sejam macios. Tentarei fazer sair do esconderijo minhas tímidas palavras de consolo. Encosta-te aqui, prometo que vamos olhar para o céu. Vamos ali procurar por socorro. Olhe para cima, mais uma vez.
Vamos esperar a noite esguiar-se pela imensidão, seguro tua mão até o amanhecer.
E quanto ao teu coração... Sei, é ele que trazes escondido, mas vens deixando cair aos pedaços pela trilha. Não te aflinjas, vamos contando os passos, recolhendo os pedaços.

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