segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ser livre



Leio. Releio. Vejo aquelas palavras, mas elas não me causam mais nenhum efeito.
Ah, como é bom! Sinto-me tão livre quanto um passáro que acabou de reconquistar sua liberdade.
É, esse gosto eu já conhecia. Porém, há muito, muito, muito tempo ele não percorria minhas veias.
E agora essa é minha realidade, minha liberdade. Simplesmente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Gratidão?

Desculpe-me por ser cheio de razão, você não merece ouvir palavras tortas. Você não merece mais.
Você não merece me ouvir sempre com as mesmas reclamações. Você não merece não reclamar. Desculpe-me pelas perturbações, você não merece mais me aturar. Perdoa-me a impetulância, grite fundo que eu não amadureci minha tolerância. Grita-me imaturo, moleque, sem razão, inconsequente, um ladrão! Diga-me que já viveu 5 vezes mais, diga-me tudo, faça-me ouvir.

Isso. Obrigado.
As espumas, meu amor
Escorreram pelo ralo
E eu ainda guardo o frasco,
Mas você mudou o rótulo, amor
Ah, você mudou de amor!

Mas não chore,
Não, não choremos
Quando eu fui embora,
tudo já estava vazio
Os meus amores não são os de outrora
Os meus passos voam a 100 por hora

terça-feira, 25 de maio de 2010

Uma voz


As nuvens passeavam no céu do mesmo modo que eu passeava por ali. Meus passos leves, descompromissados, inconscientes, não sabiam para onde ir. Até que fui perturbada por uma voz. Não era qualquer voz, era aquela voz! Atordoada, tentei localizá-la. Estava bem a frente, poucos metros adiante. A voz achou que eu não havia escutado, pronunciou-se novamente. Estremeci por completo e quase sem perceber, pus-me a caminhar na sua direção. A cada centímetro percorrido, novas sensações inundavam meu corpo. Sensações estranhas, sensações que faziam delirar, mesmo sem motivos aparentes. Até que cheguei ao meu destino. A voz disse-me meias palavras e deu um sorriso. Esperou resposta. Esperou. Esperou. Sorri. Troquei de sentido. A voz tinha olhos. Olhos que cegavam minha audição. Mas eu já não tinha visto aqueles olhos antes? Aqueles olhos superficiais, secos de ideias, repletos de promessas. Ah, eu já os conhecia, eles não mereciam os meus, não mereciam. Girei 180º, fiz uma manobra inusitada, sai correndo dali. Correndo para nunca mais voltar.
Aqueles olhos foram os mais intrigantes que já olhei, eram de uma calmaria tão hipnótica que eu seria capaz de mergulhar, mesmo tão rasos, e boiar na superfície sem hesitar.
Ah, e aqueles outros! Tão intensos e profundos que se batesse de frente com eles teria a impressão de que lhe teriam roubado os segredos mais obscuros da alma, se olhasse-os bem de perto, veria dois abismos imersos numa escuridão perturbadora, tomados por um mistério arrebatador.

E iria assim, capaz de mergulhar, revelar segredos, hipnotizado, arrebatado. Até que cruzasse na rua com um par de olhos mais surpreendente ainda!

domingo, 16 de maio de 2010

Estou meio perdido nos meus achados, só preciso de um tempo, ou mesmo de um meio tempo.

domingo, 9 de maio de 2010

"A vida é meio solitária para quem nao está afim de ouvir qualquer conversa otária" - Sua mãe

...

Nos meus devaneios, brinquei de estar apaixonada, e isso parecia funcionar.
Até que minha frágil ilusão foi interrompida pelo despertador.