Tenho tanta facilidade de relacionar-me com os livros, não sei se o problema é minha extraodinária admiração por estesou minha problemática com os humanos, é que dos livros você não espera nada além, ele é simplesmente aquilo que é.
Bom, se você compra um livro de culinária, jamais ele pode falar sobre a Primeira Guerra Mundial, é bem lógico.
Já quando você conhece uma pessoa, não se pode prever nada. Não se pode analisar o conteúdo pelo autor,
nem classificá-las por sessão. Tantas expectativas são geradas em torno de míseras palavras e atos tão banais,
que muitas vezes nos vemos frustrados sem nenhum motivo, ou surpreendentemente iludidos sem motivo algum novamente.
Não que eu seja algum psicopata-depressivo ou tenha síndrome do pânico, sou perfeitamente normal, pelo menos se tratando de síndromes-depressivas,
é que os livros me trazem mais segurança,
como se as palavras impressas fossem imutáveis, comparadas à inconstância das pessoas (e até mesmo a minha cruel inconstância).
Talvez o papel seja mais concreto do que as incertezas que nos cabem sobre as pessoas.
Usando a sinceridade como artifício... Os livros também nos surpreendem, decepcionam, ensinam, fazer rir e chorar, transformam,
gritam, silenciam e até mesmo abraçam, mas deixam-me mais à vontade e despertam uma paixão tão intensa que faz essa relação
tornar-se mais simples e encantadora a cada letra, sílaba, palavra, tudo aquilo que é lido.
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