terça-feira, 22 de setembro de 2009

Segurança

"Podia sentir-se feliz e seguro quando olhava a seu redor. Por incrível que pareça, Alguém teria colocado em sua vida pessoas tão maravilhosas que seria incapaz de imaginar-se sozinho. Além da fé, havia um amor extraordinário. Desejo de cuidar de todos e de tudo, ânsia de aniquilar o sofrimento alheio e de dividir-se em vários só para não perder nenhum momento ao lado daqueles que faziam parte de sua vida. Imperfeições, dúvidas, sentimentos inexplicáveis surgiam, claro! Mas o que se comparava com a calmaria que o invadia ao ver-se rodeado por anjos. Até mesmo a incapacidade de demonstrar tanto amor havia, muitas falhas também, porém, nem isso era justificativa para não olhar para os céus e agradecer."

Até quando as pessoas continuariam a ignorar a existência como se tropeçassem nela todos os dias e por puro descuido não a vissem? Seria alguém capaz de sair das limitações nas quais vivemos? Como pode alguém adquirir tanto conhecimento alheio sem ao menos questionar-se sobre seu próprio eu? E viver como muitos vivem, viciados na busca pelo conhecimento inteligível, sem importar-se com o que realmente importa, sem olhar para o próximo. Estaríamos sendo resumidos a isso? Cegos e loucos? Ou ainda teriam a capacidade de afirmar que esse era o homem moderno, individualista?

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