Ontem foi aquele teu último domingo, e hoje ainda é a segunda que eu não pude me despedir. É a segunda que o céu chorava e ousava em fazer sol. A chuva escorria entre nós levando minha ânsia de abraços, e a brisa contestava, chocando-se contra aquilo que te levava embora.
Ainda assim, algo nos dizia, como pela sinfonia daquela tempestade, que você é a realização. É só melhor. E mais. E derramamos mais lágrimas, as de contentamento! A saudade, então, foi-se acomodando, ingrata, num lugar do peito que nenhum mortal ousaria tocar.
Ainda te vejo e te ouço na calçada, com nossos dialetos e seus afetos.
Agora o céu sorri, e parece que só faltam algumas horas para te mostrar o nosso -sim, ainda é nosso- sol de ano inteiro.