quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Não sei por que fui te deixar
Tão longe, pra ser o amor de outro alguém
Eu vim de distante, te ver falar mansinho
Alguém, faça o favor
Transforme em música minha dor
Enquanto eu me acostumo
Enquanto trago o sol

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


Deixem-me, vocês, ser a criança que nunca mente. Vou arrancar-lhes meus sorrisos, que sempre foram meus e agora estampam outros rostos. Podem levar embora a liberdade que me venderam e a falta que não acompanha a estima. De bom grado, tirem de mim os passos inseguros que me fizeram dar esses meses. Não tragam de volta aquele amor, só me deixem escolher que roupa quero vestir. Leve seus encantos de volta àquela vida torta. Viva!

(imagem retirada do Google)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Segunda

Ontem foi aquele teu último domingo, e hoje ainda é a segunda que eu não pude me despedir. É a segunda que o céu chorava e ousava em fazer sol. A chuva escorria entre nós levando minha ânsia de abraços, e a brisa contestava, chocando-se contra aquilo que te levava embora.
Ainda assim, algo nos dizia, como pela sinfonia daquela tempestade, que você é a realização. É só melhor. E mais. E derramamos mais lágrimas, as de contentamento! A saudade, então, foi-se acomodando, ingrata, num lugar do peito que nenhum mortal ousaria tocar.
Ainda te vejo e te ouço na calçada, com nossos dialetos e seus afetos.
Agora o céu sorri, e parece que só faltam algumas horas para te mostrar o nosso -sim, ainda é nosso- sol de ano inteiro.