segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Adeus, sentimentos indomáveis!

Sentiu-se naquela noite como a tempestade que caia lá fora. Sabia que já havia sido como tarde quente, mas as sensações que a rodeavam naquela noite eram tão intensas que tiravam-lhe o juízo. Sentia que logo passaria a chuva e o barulho dos pingos confrontando o telhado iria desaparecer. Concentrou-se nas gotas que caiam incessantemente no piso do quarto e imaginou uma sinfonia: dentro era doce, fora, arrasadora. E desejou assim ser. Desejou ter paz. Teve. Ainda que caisse um temporal, teve sossego. A chuva cessou e ela nem percebeu. Caiu em sono profundo.

(minha foto)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A saudade de meus pedaços espalhados como retalho sobre a cama quase me sufocou. E, sem saber o porque, prometi a mim mesmo que deixaria de pensar em abandonar meu humilde achados e perdidos. Continuaria a achar e perder por aqui, bem ali, acolá.