sexta-feira, 31 de julho de 2009

Planos!

Planos, planos, planos.

Desde o nosso nascimento (nesse caso pode não ser planejado), planejam algo pra nós. Planejam a época de engatinhar, de dizer as primeiras palavras, de andar, de ir ao colégio, de fazer isso e aquilo outro... Aí, nós passamos a ter a capacidade de fazer planos. Planos de fazer amigos, ir bem no colégio, se apaixonar, passar no vestibular, dirigir, morar só, achar o amor de nossas vidas, graduação, doutorado, casar, ser bem sucedido na profissão, ter filhos, netos... Vivemos sempre cheios de planos na mente, sempre cheios de exigências e metas.
Quase nunca paramos e decidimos não fazer planos. Não estou dizendo que deveríamos viver de qualquer forma, mas as vezes banalizamos muitas coisas apenas pelo desejo se que tudo ocorra como o planejado. De repente, o plano não dá certo. Nos vemos frustrados, sem ter a capacidade de olhar pra trás e tirar algum proveito. Certas coisas não podem ser previstas e tantos imprevistos acontecem no meio do caminho. Se nós conseguíssemos tirar a venda que tem em nossos olhos e passássemos a ser flexíveis e abertos a críticas, aprenderíamos mais cedo a viver, mas viver de verdade, e muitos de nós não chegariam na velhice lamentando por não ter feito algo, e sim cheios de boas lembranças e satisfação.
Não acho que eu tenha vivido muita coisa, mas se maturidade e paciência fossem vendidas no supermercado, com certeza eu teria um estoque em casa. Porém, estaria interrompendo a ordem natural das coisas, desperdiçando aprendizado, e mais, tirando da vida a capacidade de nos fazer crescer.

Que tal deixar de lado taaaantos planos, e simplesmente viver?
ps: só não vale ser irresponsável e jogar TUDO literalmente pro alto!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim. " Lua Nova.

Não que eu sinta alguma dor, ou que eu tenha alguma ferida que não queira cicatrizar, simplesmente gosto e acho impressionante o que o tempo é capaz de fazer. Hoje não estou com nada de muito produtivo na mente, só queria colocar isso aqui. Muitas vezes o tempo corre, e nem nos damos conta, outras vezes ele parece se arrastar, e enchemo-nos de sentimentos, arrependimento e satisfação... Particularmente, acho fantástico. Depois eu falo sobre o tempo, e o Dono dele.

domingo, 26 de julho de 2009

Onde você vive?

Quando encontramos pessoas diferentes de nós, basta um detalhe diferencial para que comece o "show".A partir de uma pequena, ou grande, diferença colocamos o pré-conceito em cena, rotulamos, e ainda tentamos encaixá-las em ridículos estereótipos.O modo de vestir, de falar, a profissão, comportamento, local onde mora, locais que frequenta, tudo isso é motivação para taxar os indivíduos.Mas será que existe algum motivo que nos conceda essa "honra-lixo"? Será que existe uma explicação digerível que nos permita invadir a vida alheia sem nem mesmo tentarconhecer a sua essência? Sem conhecer seus medos? Sem conhecer suas necessidades interiores? Existe? [...] Na verdade, eu creio que não haja nenhuma explicação que justique muitos de nossos atos. E mesmo assim, sem pensar, como máquinas, repetimo-los todos os dias.Tornamo-nos "normais" no meio de muitos outros "normais". Seguimos um roteiro, apenas encenando, sem questionar. E a vida nos assiste, contando os segundos, sepultando a breve existência dos que nunca terão a ousadia de levantar a voz.
Hoje, eu não quero ser "normal"! Não! Prefiro perder minha humanidade se ser humano resume-se a isso. Vou achar minha loucura no palco da vida REAL.

Onde você vive? no palco da vida REAL, ou no palco das ilusões?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Sempre imaginei um "achados e perdidos" como um local fantástico. Quando ouvia algo sobre isso, imaginava um lugar com coisas importantes e pessoas desesperadas por elas, coisas perdidas de propósito, coisas velhas e esquecidas... Mas também imaginava alguém entrando num "achados e perdidos" e encontrando algo que lhe chamasse atenção, mas que já foi desprezado ou esquecido algum dia. Então, imaginei um enorme achados e perdidos abarrotado de palavras, sentimentos, lembranças, objetos, definições, e tudo mais que você possa pensar. Onde todos deixariam "acidentalmente" o indesejado, e achariam quase que propositalmente algo inédito, assim, poderiam comprar gratuitamente novidades e novas emoções.Seria muito interessante se nós deixassemos num achados e perdidos qualquer todo egoísmo, aposto que ele nem se importaria... E que tal se achassemos um pouquinho mais de amor? Assim, por acaso mesmo, e levassemos para casa? Também aposto que ele nem se importaria em ceder uma preciosidade que encostada em lugar velho não tem nenhuma utilidade.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Nessa madruga, decidi sair do bloco de notas e criar um blog. Nem sei como não fiz isso antes, a capacidade de botar pra fora pelo menos um terço do que têm aqui dentro me deixa quase que elétrica. Só quero escrever. Me perder, pensando em me encontrar, ou mesmo nem pensando e um dia, por acaso, acabar em encontrando. Por hoje é só, depois começo de verdade.